2007/02/07

A Marmita

O Sinfrónio Afrânio levou consigo a marmita ainda quente, com a bifana que sua Genoveva lhe tinha preparado logo de manhã. O trabalho árduo de 1º Ministro obrigava-o a não sair do local de trabalho para almoçar, pelo que a marmita era uma companhia quase diária.
Tinha casado com a Genoveva há 16 anos, quando se preparava para terminar o curso do ensino básico na escola de Ranhetas, para onde se deslocava descalço, com umas sandes de chouriço que a mãe lhe preparava para o lanche.
A esposa, oriunda de famílias do jet 2, trabalhava na tasca do Felismino, local onde conheceu o Afrânio que por lá passava amiude, para entornar umas garrafas de tintol pela garganta abaixo.
Um dia, depois de apanhar uma bebedeira fenomenal, saltou para cima de uma carrinha na feira, roubou o microfone ao vendedor e começou a dizer mal do Governo. Foi assim, de forma brilhante, que entrou para o mundo da política.
Foi subindo à custa de subsídios, até que chegou a Presidente do PTP (Partido dos Trolhas Petisqueiros), garantindo assim, a candidatura a 1º Ministro.
Durante a campanha eleitoral fez muitas promessas, pelo que facilmente conseguiu a maioria absoluta.
Com a arte do desenrascanço bem arreigada, o nosso Afrânio, fez exactamente o contrário do que prometeu e vai de aumentar os impostos, retirar regalias aos trabalhadores, tudo em nome de uma recuperação económica só para os bolsos de alguns.
Estou orgulhoso de ser português.
Ganda Afrânio, pá!

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