2007/02/03

Do Baril

O “puto”, sentado no degrau de pedra da escada que dava acesso ao jardim, fazia alguns comentários atrevidos às “pitas” que por ele passavam dirigindo-se à aulas da manhã naquela escola da cidade que os vira nascer.
As “chavalitas” cruzavam-se com ele, aumentado o ritmo dos seus passos, ao mesmo tempo que dele escondiam o leve sorriso que lhes provocavam as “bocas”.
Ele, olhando nervosamente para o relógio, aguardava com impaciência pelo 2º toque que lhe daria acesso a um “feriado” caso a “setora” faltasse.
O seu desejo concretizou-se e o dito pensou para consigo:
- “Baril”! Vou “curtir bué da bem” o “feriadito”!
E lá foi ele, a “curtir uma de estrada” em direcção ao cyber ali ao lado, para “curtir” uma jogatana na net.
Lembrei-me do meu tempo de Liceu, quando as palavras me surgiam desencadeadas, na “bisga”, com “montes” de floreados e “n” histórias para recordar.

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